Cada um destes casos destaca o poder que os indivíduos têm de divulgar informações confidenciais. No caso dos Panama Papers, uma fonte, que se identificou como «John Doe», contactou um jornal alemão, ofereceu-se para entregar os dados e assim se fez.
Conclusão: mesmo que uma organização se proteja rigorosamente contra hackers, continua a ser possível que ocorra uma fuga de dados a partir do interior.
Os family offices de todos os tipos e dimensões, bem como as instituições que lhes prestam serviços, são particularmente vulneráveis a crimes cometidos por pessoas internas. Os seus clientes são frequentemente figuras de destaque e pode haver um grande interesse por parte dos meios de comunicação nos seus dados. Por isso, ao estabelecerem parcerias com fornecedores de tecnologia, é natural que os family offices e as instituições que lhes prestam serviços se questionem: o nosso fornecedor pode proteger os dados dos clientes contra terceiros externos, mas e quanto ao próprio fornecedor?
Pontos principais
Na Masttro, consideramos que essa é uma preocupação válida — e sensata. A solução consiste em escolher uma plataforma WealthTech que adote as precauções mais rigorosas, incluindo controlos como estes:
- Transferência automatizada de dados. Com algumas soluções WealthTech, os dados são transmitidos automaticamente da instituição financeira para a plataforma segura, sem intervenção ou interferência do fornecedor. Isto significa que a visibilidade, a qualidade e o controlo dos dados não são comprometidos por práticas de «screen scraping» ou manipulação por parte do fornecedor.
- Gestão de dados auditada, sempre que necessário. Nos casos em que a transferência automatizada de dados não é possível, as melhores plataformas WealthTech oferecem aos utilizadores uma funcionalidade alternativa de gestão de dados e fluxo de trabalho dotada de controlos de auditoria, eliminando assim a necessidade de o fornecedor da tecnologia ter acesso a nomes, localizações, valores e documentos.
- Encriptação dupla. Para armazenar e transmitir informações de forma segura, alguns fornecedores de WealthTech encriptam os dados em trânsito, em repouso e em utilização. É adicionada uma segunda camada de proteção para cada cliente individual através da autenticação multifator (MFA) e de chaves de encriptação privadas que impedem que terceiros, incluindo o próprio fornecedor, tenham acesso aos dados dos seus clientes.
- Armazenamento centralizado. Quando os documentos são encriptados e armazenados num local centralizado, como um cofre digital, não existem cópias em papel nem anexos de e-mail a circular, correndo o risco de vazar.
Cinco painéis de controlo indispensáveis para qualquer investidor
Muitos family offices já adotaram soluções tecnológicas. Outros mostram-se mais hesitantes, travados por preocupações persistentes em matéria de segurança. Na Masttro, acreditamos que, para além das melhorias em termos de eficiência que a WealthTech proporciona — e essas são muitas —, os processos digitais também oferecem um nível de segurança que os processos manuais nunca poderiam garantir. Isso é especialmente verdade no caso das plataformas WealthTech que protegem os dados dos clientes não só contra agentes mal-intencionados, mas também contra eles próprios.
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